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Resumo da Cultura de Tiahuanaco, Arquitetura, Têxteis | Discoverer

CULTURA DE TIAHUANACO

Entre aproximadamente 300 e 1000 d.C., desenvolveu-se a cultura Tiahuanaco, também conhecida como Tiwanaku. Foi uma das civilizações mais importantes e avançadas do antigo Peru e Bolívia. Seu domínio estendeu-se por toda a região andina, incluindo áreas dos atuais Bolívia, Peru, Chile e Argentina. O núcleo principal dessa cultura localizava-se no que hoje é a cidade de Tiahuanaco, no Altiplano boliviano, próximo ao Lago Titicaca.

A cultura Tiahuanaco (também conhecida como Tiwanaku) é uma civilização pré-colombiana que se desenvolveu entre aproximadamente 300 e 1000 d.C. na região andina da América do Sul, principalmente no Altiplano boliviano, próximo ao Lago Titicaca. É considerada uma das culturas pré-incas mais avançadas e influentes.

Como surgiu a Cultura Tiwanaku?

A Cultura Tiwanaku desenvolveu-se em partes do que hoje são Peru, Argentina, Chile e Bolívia, na América do Sul.

Durante a primeira metade de sua história, Tiwanaku era uma população modesta que vivia da agricultura e da pesca, abastecidas pelo Lago Titicaca. A domesticação da lhama mudou seu modo de vida, pois, como animal de carga, permitiu-lhes negociar com outras culturas na Bacia do Titicaca, e foi graças a esse comércio que conseguiram se expandir tanto.

Suas origens remontam ao século XVI a.C. A capital, Tiwanaku, estava localizada na margem sul do Lago Titicaca, na atual fronteira entre a Bolívia e o Peru.

Os solos eram pantanosos e inundados sazonalmente devido ao derretimento do gelo.

Os agricultores da Cultura Tiwanaku aproveitaram esse fenômeno natural para construir plataformas elevadas de grama para cultivar batatas e quinoa.

Os habitantes da Cultura Tiahuanaco conheciam todos esses detalhes e com inteligência conseguiram se estabelecer em uma área tão difícil e estruturar, dessa forma, uma civilização que depois se expandiu por vários países da América do Sul.

Quem descobriu a cultura Tiwanaku?

O cronista e historiador Pedro Cieza de León descobriu essa cultura por ordem do presidente da Real Audiência de Lima e governador interino do Vice-Reino do Peru (Pedro de la Gasca) em 1551.

Localização da Cultura Tiwanaku

A cultura Tiwanaku desenvolveu-se principalmente no planalto andino, próximo ao Lago Titicaca, no atual oeste da Bolívia. Seu centro cerimonial mais importante está localizado próximo à cidade de Tiwanaku, aproximadamente 72 quilômetros a oeste de La Paz, capital da Bolívia. A altitude deste local, aproximadamente 3.800 metros acima do nível do mar, e seu ambiente natural, incluindo montanhas e lagos, são suas principais características. Além disso, a localização estratégica de Tiwanaku facilitou o comércio e a interação com outras culturas andinas.

Arquitetura da Cultura Tiwanaku

Esta área é definida por enormes monólitos, cada um com aproximadamente 6 metros de altura. O propósito desta construção ainda é desconhecido, embora alguns pesquisadores acreditem que tenha sido a estrutura de um observatório solar para marcar as estações do ano.

Posteriormente, eles construíram chullpas, que eram usadas para fins funerários e eram feitas de pedra e barro. Inicialmente, eram quadrangulares e, posteriormente, tornaram-se cilíndricas, baseadas em pedra esculpida, como visto nas chulpas de Sillustani, em Puno.

A arquitetura da cultura Tiwanaku é verdadeiramente impressionante e reflete seu avançado conhecimento em engenharia e design. Entre os principais exemplos arquitetônicos estão as estruturas retangulares de pedra, também chamadas de dólmens, que eram construídas para fins residenciais.

As características mais notáveis ​​incluem:

1. Materiais de construção: A pedra utilizada foi principalmente, principalmente andesito, esculpida com grande precisão. As pedras eram muito estáveis, pois eram encaixadas de forma a não necessitarem de argamassa.

2. Estruturas monumentais: Algumas das estruturas mais impressionantes incluem:

O Portão do Sol é um monumento esculpido com estruturas complexas, considerado um importante símbolo religioso e astronômico.
O Templo de Kalasasaya: Um grande templo cerimonial com plataformas e paredes de pedra, que se acredita estar relacionado a rituais e cerimônias. O Kalasasaya é uma estrutura quadrangular que ocupa uma área de 18 hectares.
O Puma Punku é um componente do complexo de Tiwanaku, reconhecido por seus grandes blocos de pedra e corte preciso, o que levantou muitas questões sobre as técnicas utilizadas.
3. Urbanismo: Tiwanaku tinha uma cidade bem planejada, com ruas, praças e edifícios bem organizados. Acredita-se que possuía um sofisticado sistema de drenagem e que suas construções estavam relacionadas a eventos astronômicos.

4. Esculturas e Relevos: A arquitetura também inclui esculturas e relevos representando divindades, figuras mitológicas e elementos da vida cotidiana, proporcionando uma visão de sua visão de mundo e cultura.

5. Influência em Outras Culturas: A arquitetura de Tiahuanaco teve um grande impacto em civilizações posteriores, como os Incas, que adotaram e adaptaram muitas de suas técnicas e costumes.

Onde se desenvolveu a cultura Tiwanaku?

A cultura Tiwanaku, também conhecida como Tiwanaku, originou-se nas montanhas da América do Sul, particularmente no que hoje é o planalto andino da Bolívia. Localizava-se perto do Lago Titicaca, na atual cidade de Tiwanaku, no departamento de La Paz, Bolívia, onde se situava seu principal centro. Essa civilização existiu entre aproximadamente 300 e 1000 d.C. e é conhecida por suas impressionantes construções megalíticas, cerâmica, metalurgia avançada e influência cultural em outras regiões andinas.

Quem descobriu a cultura Tiwanaku?

Embora já fosse conhecida pelos povos indígenas locais que viviam na região, exploradores e estudiosos ocidentais só “descobriram” a cultura Tiwanaku no século XIX. No século XVI, Pedro Cieza de León, arqueólogo e explorador boliviano, foi um dos primeiros a descrever as ruínas de Tiwanaku em suas crônicas. No entanto, devido às investigações conduzidas pelo naturalista francês Alcide d’Orbigny na década de 1830 e, posteriormente, pelo arqueólogo americano Ephraim George Squier em 1870, o sítio recebeu crescente atenção científica.

No início do século XX, pesquisadores como Arthur Posnansky começaram a estudar Tiwanaku e dedicaram grande parte de sua vida ao estudo deste sítio, o que intensificou o interesse arqueológico sistemático no local. Posnansky contribuiu significativamente para o nosso conhecimento da civilização Tiwanaku escavando, documentando e teorizando sobre sua cronologia e importância.

Cerâmica da Cultura Tiahuanaco

A cerâmica da cultura Tiahuanaco é dividida em três fases.

Fase Inicial:
A cerâmica não é muito fina e seu formato é homogêneo. A decoração é simples e os motivos utilizados são complexos. Pássaros, felinos, peixes e cobras são visíveis.

Fase Clássica:
A técnica de fabricação da cerâmica está se tornando mais polida, tornando-se mais fina e oferecendo uma ampla variedade de formas e desenhos. As formas mais comuns são vasos com a parte mais estreita no centro.

Fase Decadente:
A cerâmica perde qualidade em seu acabamento, textura e polimento. De todas as peças produzidas pelos Tiahuanacos, o kero se destaca.

Era feito principalmente de madeira e argila. Era um vaso grande, cujas laterais eram quase perpendiculares na metade inferior de sua altura. Em seguida, elas se alargam gradualmente em direção à borda superior. Alguns vasos apresentam uma ranhura horizontal na parte interna, que se reflete em uma borda pronunciada na parte externa.

O kero geralmente tem a cabeça de um puma, de um pássaro ou de um humano.

NOTA: Não há uma única representação feminina na arte de Tiahuanaco, nem na cerâmica, nem nos tecidos, nem nos monólitos; talvez seja produto de uma proibição religiosa decorrente de um patriarcado exacerbado.

Religião

A cultura Tiwanaku era politeísta. O povo acreditava em muitos deuses relacionados à agricultura. Seu deus principal era Wiracocha, ou o Deus do Cajado.

Wiracocha era adorado no planalto de Collao desde antes da cultura Tiwanaku. Hoje, uma imagem dele pode ser vista na Porta do Sol, aparecendo no centro dos seres alados.

Os Tiwanaku mantiveram sua posição não graças às suas armas, mas ao seu prestígio religioso. Tal era sua influência que algumas de suas práticas, como oferendas subaquáticas ou a adoração ao deus Wiracocha, seriam adotadas séculos depois pelos Incas.

Têxteis da Cultura Tiwanaku

Uma das expressões artísticas mais marcantes da civilização andina são os têxteis da cultura Tiwanaku, que refletem tanto sua sofisticação técnica quanto seu profundo simbolismo cultural e religioso. A complexidade, a cor e o uso da iconografia, incluindo figuras humanas, animais e elementos geométricos, distinguem os têxteis Tiwanaku.

Características dos Tecidos de Tiahuanaco

Materiais e Técnicas: Os tecidos de Tiahuanaco eram feitos principalmente de fibras de camelídeos, como lhama e alpaca, embora o algodão também fosse utilizado. Utilizavam técnicas avançadas de tecelagem, como entrelaçamento, brocado e tapeçaria, o que permitia a produção de tecidos com designs complexos e diversos.

Desenhos e Motivos: A iconografia dos tecidos de Tiahuanaco incluía divindades, figuras antropomórficas e zoomórficas, padrões geométricos e elementos estilizados. A figura principal do deus Wiracocha ou “Deus dos Cajados”, encontrada em inúmeras representações têxteis, é um dos motivos mais comuns.

Cores: Os tecidos tinham tons vibrantes e eram utilizados corantes de fontes naturais, como insetos, minerais e plantas. Vermelho, amarelo, azul, verde, preto e branco eram as cores mais comuns.

Função e Uso: Os tecidos eram usados ​​em roupas e em cerimônias. Alguns tecidos eram usados ​​como oferendas ou para cobrir múmias, demonstrando seu significado ritual e espiritual.

Influência e Legado: Os tecidos Tiwanaku impactaram culturas andinas posteriores, como a Inca, que adotou e herdou muitos dos motivos e técnicas têxteis desenvolvidos pelos Tiwanaku.

Restos têxteis descobertos em escavações arqueológicas ajudaram pesquisadores a compreender melhor a cosmologia e as práticas sociais da cultura Tiwanaku, destacando a importância dos tecidos em suas vidas cotidianas e ritos cerimoniais.

Agricultura Tiwanaku

Os Tiwanaku eram uma cultura agrícola e pecuária. Essa cultura dominava o planalto, onde expandiam suas terras e aperfeiçoavam técnicas de cultivo em altitudes elevadas. Essas técnicas foram claramente herdadas dos Incas e eram, sem dúvida, necessárias devido às difíceis condições climáticas enfrentadas anualmente no planalto, a uma altitude de mais de 4.000 metros.

Os Tiwanaku cultivavam plantas com significativo valor nutricional, como batata e quinoa.

Posteriormente, a civilização dedicou-se ao cultivo de outros cereais importantes, como milho, além de mandioca, oca, leguminosas, coca e mandioca.

  NOTA: A quinoa era uma das plantas mais bem cultivadas pelo povo Tiwanaku, utilizando uma técnica de cultivo única que remonta a mais de 5.000 anos. Segundo historiadores, o Lago Titicaca é a principal fonte desta planta.

Sacrifícios

Escavações foram realizadas na Pirâmide de Akapana, onde foram encontrados oferendas, cerâmica, fragmentos de cobre, ossos de camelídeos e sepultamentos humanos.

Na base do primeiro nível de Akapana, foram encontrados homens e crianças desmembrados, sem crânios; esses restos humanos estavam acompanhados por camelídeos desarticulados e cerâmica.

Um torso humano completamente desarticulado também foi encontrado no segundo nível da Pirâmide. Um total de 10 sepultamentos humanos foram encontrados, 9 dos quais eram masculinos. Esses sacrifícios aparentemente correspondem a oferendas dedicadas à construção da pirâmide.

Organização Política dos Tiwanaku

A cultura Tiwanaku era uma sociedade teocrática com uma estrutura hierárquica dividida em três classes:
A elite
Os artesãos
Os plebeus ou camponeses

Características Particulares da Cultura Tiwanaku

Esta cultura é caracterizada pelo uso do bronze.

Era uma cultura pré-inca.

Seu governo era teocrático.

Desenvolveram a agricultura e a pecuária.

Desenvolveram o artesanato e os têxteis.

Sua arquitetura tinha motivos religiosos.

Sua língua era o uro.

Seu deus principal era Wiracocha.

Como chegar ao sítio arqueológico de Tiwanaku?

De La Paz: Se você estiver em La Paz, é mais fácil chegar lá, pois fica a apenas uma hora de ônibus ou carro. Os horários dos ônibus variam, pois eles fazem várias paradas em locais diferentes, e a viagem pode levar aproximadamente 2 horas. Os preços começam em 56 bolivianos (8 USD).

Acesso a partir de Puno: Depois de visitar as atrações de Puno, esta é sua chance de explorar Tiwanaku. Se você planeja viajar por conta própria, a primeira coisa a fazer é ir ao terminal de ônibus na Avenida Simón Bolívar, em Puno, e comprar uma passagem, que custa aproximadamente 110 a 140 soles (35 a 55 USD), dependendo da empresa e do horário.

De Desaguadero: Chegando lá, nos dirigimos à imigração para concluir os procedimentos necessários para entrar na Bolívia. Após concluir os procedimentos, continue sua viagem para Tiahuanaco. Há ônibus que oferecem esse serviço. Os preços variam de 90 a 124 bolivianos (US$ 13 a US$ 18) por trecho. A viagem leva aproximadamente 1 hora até o sítio arqueológico de Tiahuanaco.

Horário de funcionamento

As visitas ao sítio arqueológico acontecem das 9h às 17h.

Ingresso
A taxa de entrada para o Sítio Arqueológico de Tiahuanaco, Pumapunku e Museus é de US$ 13 por pessoa (100 Bs).

O que ver no Sítio Arqueológico de Tiahuanaco

A Porta do Sol

Pirâmide de Akapana

Complexo Kalasasaya

Pumapunku

Museu do Gato e Museu Lítico de Tiahuanaco

Época ideal para visitar

Lembre-se de que o clima neste sítio arqueológico é seco e frio, pois está localizado no planalto boliviano, a 3.855 metros acima do nível do mar. Isso causa mudanças bruscas de temperatura ao longo do dia. A temperatura média diurna varia entre 15°C e 20°C, mas após o pôr do sol pode cair para 0°C.

Recomendações

Não se esqueça de levar uma garrafa de água.

Protetor solar e óculos de sol.

Boné ou chapéu.

Casaco impermeável.

Um kit de primeiros socorros, de preferência um comprimido para o mal da altitude.